Raízes da Mantiqueira 

“Estamos construindo um modelo alternativo, seguro e resiliente de venda e distribuição dos produtos locais.

A plataforma não é um comercio tradicional, mas uma união cooperativa de 50 produtores de 10 cidades na Serra da Mantiqueira, que trabalham a cada semana para entregar seus produtos ao consumidor final em Santo Antônio do Pinhal, Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí e Gonçalves com transparência e ética num circuito curtíssimo entre quem produz e quem consome.”

Escrito pela Raízes da Mantiqueira

 

 Entre-Serras Queijos & Frios 

 Brassaria Curupira | Cristiano Lanza 

A Brassaria Curupira nasceu em 2016 em plena mata atlântica do litoral Paulista, mais precisamente na cidade de Bertioga. Iniciou do sonho de um engenheiro florestal em aliar suas duas paixões: produzir uma boa cerveja artesanal combinada com seus aprendizados com a floresta. A bebida utiliza dos melhores lúpulos, maltes, leveduras e águas que vertem da sinuosa Serra do Mar e, para radicalizar um pouco a lei da pureza alemã, vai uma pitada de natureza. A missão é…. assim como o personagem folclórico Curupira, revelar sabores que protegem.
Atualmente, a Brassaria Curupira possui duas séries de cervejas:
• “NATIVAS” sabores da floresta, que utiliza ingredientes (sementes, cascas, folhas, frutos e mel) que valorizam a floresta em pé.
• “ORIGENS” sabores afetivos que utilizam ingredientes que marcaram a vida da familia Brassaria Curupira.

 

  • Insumos: orgânicos e agroflorestais da mata Atlântica
  • Fermentação: mista

 LANO-ALTO | Yentle Delanhesi e Peèle Lemos 

“É Lano-Alto onde moramos, trabalhamos e aprendemos diariamente sobre o tempo, o esforço e a abundância vinda da natureza e das boas relações.
Somos uma fazenda experimental no topo da Serra do Mar/SP que rende experiências, produtos & eventos sobre a vida rural (suas tradições, histórias e saberes) que tanto enriquecem a vida contemporânea.”

Escrito por Yentle Delanhesi e Peèle Lemos

 QUEIJARIA PÉ DO MORRO | Erico Kolya 

“O Pé do Morro nasceu a partir de uma inquietação pessoal que eu, Érico Kolya, já guardava e maturava há alguns anos.

Em 2015, cansado do trabalho de escritório, senti a necessidade de criar algo, de empreender, e decidi abandonar minha carreira naquele momento para experimentar novas formas de trabalho e um novo jeito de viver. Procurando inspiração encontrei 3 propriedades, uma na Argentina, uma na Alemanha e uma na Suíça, onde poderia adquirir conhecimento e experiência em troca do meu trabalho.

Morei alguns meses em cada uma delas. Cresci, aprendi, fiz amigos para a vida toda. E hoje implemento aqui um pouco do que me ensinaram, sempre buscando inovar e adaptar o que absorvi às condições locais e naturais da bela Serra do Japi.

Passei meses na Argentina, na vinícula La Rosendo, que faz vinhos orgânicos incríveis. E de lá voltei com a ideia de plantar Syrah em nosso sítio. Depois fui para a Alemanha e Suíça em busca do sabor dos queijos. E de lá voltei com as receitas e o conhecimento para produzir o queijo alpino suíço, hoje o nosso Sol do Japi, e o camembert alemão, hoje o nosso Lua da Serra, que se tornaram a base dos queijos que produzimos hoje.

Hoje, me dedico totalmente ao Pé do Morro, um projeto que, apesar de ter nascido comigo, agora envolve muita gente: familiares, colaboradores, parceiros e grandes amigos.”

Escrito por Erico Kolya.

 Vila Yamaguishi | Romeu Leite 

“A Comunidade Rede As One Jaguariúna, situada no Sítio Yamaguishi Orgânicos, tendo como base uma vida de pesquisa científica do ser humano e da sociedade, vem experimentando/tentando uma “sociedade carinhosa” em que qualquer pessoa pode viver confortavelmente, em direção à realização de um mundo sem disputas.

Pensamos que uma sociedade em que as pessoas podem viver em segurança, com fartura e alegria, sem disputas e raivas, e que amam mutuamente qualquer pessoa como se fosse da própria família, sem nenhuma pessoa infeliz, essa é a sociedade originalmente verdadeira.

Sem deixar acabar em um conto de sonhos, estamos na tentativa da sua realização, mesmo sendo em pequena escala, acumulando a prática repetida de pesquisas e experimentos.

É uma comunidade que se administra para que cada uma das pessoas possa seguir o seu próprio rumo de vida, sem as pessoas estarem amarradas em punições, leis, responsabilidades e obrigações.

Em outras palavras, é uma comunidade em que a [sociedade faz as pessoas felizes].”

Escrito pela equipe Vila Yamaguishi

 Chácara São Geraldo | Olegário Camargo Madeira 

 PROJETO A.MAR | Rodolfo Vilar 

“Nós acreditamos nisso. Na preservação da cultura de comunidades tradicionais, no pequeno produtor, em alimentos que conhecemos a procedência, por quem foi cultivado, produzido ou pescado.

Equilíbrio com o meio ambiente, uma pesca justa, um consumo responsável, direto de quem vive no mar, para nossas famílias e amigos.”

Escrito por Rodolfo Vilar.

 Curiango Charcutaria Artesanal | Rafa Bocaina 

  • O nome “Curiango”

Quando há 7 anos percebemos que a charcutaria tinha se tornado um ofício e que iríamos fazer dessa atividade nossa maneira de ganhar a vida e interagir com o mundo, pensamos logo em um nome: O Ex Porco. Mas em pouco tempo o porco foi tomando protagonismo no cenário gastronômico nacional e começaram a surgir várias casas com “porco” no nome. Desistimos de nosso primeiro nome.
O nome Curiango veio de maneira muito natural depois disso. Uma ave icônica de nossa região cercada de mitos e simbolismos que sempre nos fascinaram. O curiango só pode ser avistado nas horas mais mágicas do dia, o amanhecer e o anoitecer, o que justifica sua figura mística. Também é conhecido como mãe da lua e seu canto mistura o sentimento da calmaria dos dias quentes de verão com uma misteriosa melancolia das noites frias de inverno. Adotamos o nome com muito encanto.

  • O porco

O porco faz parte da identidade caipira desde o amálgama formador de suas culturas ancestrais. Os primeiros animais aportaram em São Vicente junto à esquadra de Martim Afonso em 1532. Foi São Paulo um dos primeiros locais de criação de porcos.
Com o povoamento dos sertões surge aquilo que conhecemos como Cultura Caipira, tendo o porco como elemento fundamental de subsistência. Quando os bandeirantes “descem do cavalo” e se fixam, aparece o que Mara Salles chama de cozinha de quintal, preparos que se distinguem dos secos farnéis de viagem. A cozinha do sertanejo é mais molhada, é o reinado do angu, dos refogados, das verduras matadinhas na gordura e, essencialmente, do porco. Sua vocação natural para as conservas em sal ou gordura foi fundamental para o povo do sertão.
Nas antigas comunidades caipiras o porco também cumpre o papel de elemento reciclador. É quem converte aquilo que já não tem valor, como o leite perdido, as sobras de comida e restos de hortas em algo extremamente valioso, um símbolo de poupança e fartura. É difícil imaginar uma cena alegre na roça sem um prato de torresmos acompanhado de cachaça. Tornou-se impossível dissociar a figura do porco da do caipira. E o caipira reconhece essa ligação na medida em que concede ao porco um importante lugar nos rituais e celebrações de seu calendário. Nas festas religiosas e ocasiões especiais, morre uma leitoa ou um capado, quase que como num divino sacrifício.
No meio rural, carne é de porco, quase nunca de criação (vaca), frango nem é carne, é somente frango. A gordura do sertanejo é a banha e ela se presta para todos os fins, dos refogados ás broas, não há “sustança” sem ela. No eito da lida na roça é preciso de “sustança”. Vêm dessa linda herança os comentários de nossas avós que nos chamavam de “fortes” ao invés de gordos. Gordura é riqueza. Porcos crioulos, alimentados de forma natural e saudável sustentaram nossos ancestrais por incontáveis gerações. Devemos ao porco, boa parte de nossa identidade e memória. Com isso, também devemos a ele respeito e a necessidade do resgate e conservação das raças crioulas brasileiras.

Escrito por Rafa Bocaina

 Luisa Abram Chocolates Artesanais 

  • Nossa Filosofia

O cacau que usamos é o cacau selvagem da Floresta Amazônica. Aquele que está onde a natureza o fez surgir, crescendo à sombra de outras árvores centenárias.

Aqui, quem está no comando é a Mãe Natureza. Dessa forma, as características dos frutos podem mudar de um ano para o outro, e isso se reflete nas safras do nosso chocolate.

Estamos constantemente buscando ocorrências de cacau selvagem na Floresta Amazônica ao longo dos seus diversos rios. Queremos mostrar ao mundo a alta qualidade do chocolate que esse cacau da Floresta nos dá.

Criamos parcerias com as comunidades ribeirinhas que são incentivadas a cuidar e preservar os pés nativos de cacau, bem como as árvores nos seus entornos. Oportunidades de trabalho e novas fontes de renda são criadas para homens e mulheres, melhorando a qualidade de vida dessas populações.

  • O Chocolate

O chocolate Luisa Abram é feito com cacau selvagem da Floresta Amazônica. Aquele que está onde a natureza o fez surgir, crescendo à sombra de outras árvores centenárias. Esse cacau não é plantado ou cultivado de forma planejada pela atuação do homem. Ele é fruto da ação da Natureza. Nós procuramos ocorrências desse cacau nas várzeas dos rios próximos de comunidades ribeirinhas. Estamos sempre em busca de novos pontos de onde esse cacau possa ser extraído, fermentado, seco e transportado até nossa fábrica, em São Paulo.

Escrito pela equipe Luisa Abram